Eu corria pelos caminhos velhos com sapatilhas cheias de terra,
corte de cabelo curto e contusões nas pernas.
Chegava o fim do dia em que ela vinha a minha procura,
eu criancinha imaginando e brincando uma vida loucura.
Meu corpo fragil por fora mas alma de liao corajosa,
fazia lhe rir com brincadeiras de criança.
O meu anjo iluminava o caminho velho com uma lanterna,
e ouvia se os grilos cantando perto na esquina da taberna.
Olhos que brilhavam com o nascer do sol e um sorriso que transmitia imenso amor.
Que linda ela cantava enquanto dançava com pele delicada com varias cores.
Cabelo cheio de cachos que enrolava como as ondas,
cheias de vida constante que ela mexia; cor da noite – tao funda.
O tempo não desculpa-se e tornou-se branco como a neve,
meu coração não aguenta esta saudade que não e nada leve.
Minha melhor amiga, aquela que me cantava todos os dias.
Guerreira e companheira, explicava me historias perto da lareira.
As lembranças que tenho seguro bem perto do meu coração,
Porque agora so tenho fotografias, lembranças e juntar as maos em oração.
Ouve um dia em que meu anjo subio para cima,
nunca me esquecerei que aquele anjo foi a minha avozinha.
